Grajaú,
estabelecida no centro-sul do estado do Maranhão, foi fundada pelo navegador e
alferes Antônio Francisco dos Reis, em 11 de março de 1811, à margem leste
do Rio Grajaú, no
local denominado Fazenda Chapada, que era de propriedade de Manoel Valentim
Fernandes. O local também era conhecido como Porto da Chapada. A margem oeste, à
época, era habitada pelos índios Timbiras e Piocobjés. Esses índios, no ano de
1814, promoveram uma chacina contra os habitantes da povoação fundada por
Antônio Francisco dos Reis, que já contava com quarenta pessoas, das quais
escaparam apenas seis, que se encontravam ausentes no momento da chacina.
No
ano de 1816, os moradores restantes reiniciaram a povoação, dando-lhe o nome de
São Paulo do Norte, contando então com um pequeno destacamento de tropas. Em
1817, o então governador do estado mandou fundar no lugar chamado Estrião
Grande a Colônia Leopoldina, para maior segurança dos habitantes da região. A
colônia compunha-se de quarenta soldados de linha, liderados por Francisco José
Pinto Magalhães.
Pela
Lei Provincial Sete,de 29 de abril de 1835, Pedro da Costa Ferreira, então
presidente da província, elevou a povoação São Paulo do Norte à categoria de
vila, passando esta a chamar-se Vila da Chapada.
Durante
os anos seguintes, mais precisamente no ano de 1856, a situação da Vila da
Chapada foi das mais promissoras. A vila compunha-se de 79 casas, das quais
seis eram cobertas de telhas. Era habitada por 341 pessoas, na margem direita
e, na margem esquerda do rio, havia onze casas com 79 pessoas.
Esse
ano marcou a chegada de Militão Bandeira Barros, filho bastardo do capitão-mor
Antônio Bandeira, como juiz de paz. Tratava-se de um homem de grande cultura
intelectual, além de gostar de literatura. Imortalizou-se com a criação da Roda
de Amigos, iniciativa que ensejou a formação de uma sociedade, ganhando foro de
cultura e permanecendo assim por muitos anos. Neste grupo, destacaram-se
Cláudio Saraiva Chaves, Miguel Olímpio de Carvalho, Liberalino Tavares Bastos,
Manoel Mariano Bandeira da Gama, Bernardo Costa, Raimundo Junqueira, Gustavo
Tavares, Francisco de Araújo Costa e Sabino Alves Lima.
Em
1869, foi criado o plano de incorporação de uma companhia a vapor no Rio Grajaú, a qual surgiu através de
Antônio Luis Soares. Essa navegação teve início dois anos depois da
incorporação. Surgiu, assim, o centro comercial da cidade, tendo, como ponto
principal, a Rua do Porto Grande, atual Rua 7 de Setembro.
Foi
da Vila da Chapada que se originou a cidade de Grajaú, através da Lei
Provincial 1 225, de 7 de abril de 1881, que a elevou à categoria de cidade com
o nome de Grajaú.
Histórico econômico
Grajaú
foi construída e conquistada com o objetivo puramente lucrativo, ou seja,
econômico, sendo assim toda a sua história está intensamente ligada a sua
produção econômica.
Quando
descoberta a navegação do Rio Grajaú e consequentemente, a
ligação do sertão com a metrópole, várias sesmarias foram compradas
e logo começou a povoação daquelas paragens, implantando-se fazendas para a
pastagem dos rebanhos de gado e cavalo, atividade esta que se tornaria a
principal fonte geradora de economia do Porto da Chapada, sendo que até hoje
tem papel importante na economia, gerando empregos e movimentando recursos.