Lideranças indígenas da
reserva Araribóia realizaram um protesto pacífico neste sábado (29) na MA-006,
no trecho que liga o município de Arame à aldeia Nova Jerusalém. A manifestação
foi motivada por ações realizadas durante uma operação conjunta da Polícia,
Força Nacional, Exército, Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com os
indígenas, na última operação das forças de segurança, uma cerca que protegia
uma área pertencente a um indígena foi cortada com o uso de uma motosserra. O
cercado era utilizado para evitar que animais invadissem as plantações,
evitando prejuízos à comunidade. A destruição da estrutura gerou indignação
entre os povos indígenas, que decidiram se reunir em protesto.
A manifestação
ocorreu dentro da aldeia e contou com a presença de várias lideranças, que
pediram providências e buscaram chamar a atenção das autoridades para o
problema. Os indígenas também aguardavam a presença de um representante da
Funai, que, segundo eles, não compareceu. A entidade teria proposto um diálogo
na cidade, mas os indígenas exigem que a conversa ocorra no local onde a
operação aconteceu.
Entre as lideranças
presentes estavam Acemildo Guajajara, líder da Aldeia Angico Torto, na região
de Arame; Zé Marcos Guajajara, presidente dos agricultores do Maranhão; e Eleni
Soares Guajajara, coordenadora regional dos caciques Cocalitia. Todos
reforçaram a necessidade de uma intervenção para evitar que as operações
prejudiquem ainda mais os povos indígenas da reserva Araribóia.