Guarda Municipal de Grajaú denuncia falta de estrutura, armamentos parados e risco à segurança

 


Integrantes da Guarda Municipal de Grajaú denunciaram, nesta semana, uma série de problemas estruturais e administrativos que, segundo a categoria, colocam em risco a segurança dos agentes e da população. A corporação completa 17 anos de atuação no município e, ao longo desse período, afirma ter desempenhado papel fundamental na segurança pública local, apesar das dificuldades enfrentadas. 

De acordo com os guardas, a principal denúncia envolve a falta de armamento institucional. Os agentes relatam que estão sendo obrigados a utilizar armas particulares para a própria defesa e para atender ocorrências, mesmo com a existência de 15 pistolas TS9 e mais de 50 mil munições adquiridas pela atual gestão municipal há cerca de um ano. Segundo a categoria, todo o material está sob fiscalização da Polícia Federal, mas, até o momento, não foi distribuído, sem que haja explicação oficial para a demora. 

Os servidores alertam que a situação pode se agravar caso a Polícia Federal realize uma fiscalização no município. Isso porque, nas condições atuais, a Guarda Municipal corre o risco de perder o porte de arma, em razão de possíveis irregularidades, o que comprometeria ainda mais a segurança pública em Grajaú. Outro ponto levantado na denúncia diz respeito às viaturas utilizadas pela corporação. Os guardas afirmam que os veículos estão em péssimas condições de uso, sem oferecer segurança mínima aos agentes. As viaturas apresentariam problemas mecânicos e condições consideradas insalubres, inadequadas para o serviço operacional, colocando em risco tanto os profissionais quanto a população atendida.

 Além das dificuldades operacionais, a Guarda Municipal também denuncia a desvalorização profissional. Segundo os agentes, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria foi aprovado em 2014, mas nunca houve reajuste salarial ao longo desses anos. As promoções previstas no plano, de acordo com a denúncia, também jamais foram concedidas, o que caracterizaria o descumprimento de um direito legalmente instituído. 

Diante do cenário, os integrantes da Guarda Municipal de Grajaú cobram providências urgentes por parte do prefeito Dr. Gilson Bonfim e do Ministério Público, responsável pela fiscalização da corporação. A categoria pede medidas imediatas para garantir melhores condições de trabalho, valorização profissional, segurança aos agentes e, consequentemente, mais proteção à população do município.

 

 

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