Moradores da aldeia São José, localizada na terra indígena Bacurizinho, denunciam a falta de serviços básicos como acesso à água potável, energia elétrica, estradas, saúde e educação. Segundo um indígena da comunidade, os problemas se arrastam desde a década de 1990 e seguem sem solução.
De acordo com o denunciante, os moradores são obrigados a buscar água em uma cacimba para beber e tomar banho, devido à ausência de abastecimento regular na aldeia. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra integrantes da comunidade caminhando até o local para coletar a água.
Ainda segundo o indígena, a água precisa ser
fervida antes do consumo para evitar problemas de saúde. Ele afirma que o rio
Mearim, outra possível fonte, fica distante da aldeia, o que dificulta ainda
mais o acesso.
Além da falta de água, a comunidade também
enfrenta a precariedade das estradas, ausência de iluminação pública e
dificuldades na área da educação. O morador relata indignação ao ver a avó, já
idosa, convivendo há anos com a mesma situação.
O indígena também critica a atuação do poder
público e afirma que autoridades costumam visitar a aldeia apenas em períodos
de campanha eleitoral. Ele questiona ainda a atuação de representantes
indígenas que, segundo ele, dizem lutar pela comunidade dentro de órgãos
governamentais.
Os vídeos e áudios divulgados pelo jovem retratam
a rotina dos moradores e expõem a realidade enfrentada diariamente pela
população indígena da aldeia São José. A Sesai também é apontada como
negligente.