Vídeo com crianças no palco durante “lava-pratos” de Carnaval em Grajaú gera debate nas redes sociais

 


A presença de crianças no palco durante o evento de “lava-pratos” do Carnaval, realizado em Grajaú, continua repercutindo nas redes sociais e provocando debate entre moradores da cidade.
Vídeos que circulam na internet mostram crianças dançando ao som de músicas com letras consideradas por parte do público como inadequadas para a faixa etária.

A situação levantou discussões sobre possível erotização infantil em ambientes públicos e sobre a responsabilidade dos adultos envolvidos.
O tema ganhou projeção nacional no último ano após denúncias feitas pelo influenciador digital Felca, que abordou casos semelhantes nas redes sociais. À época, o assunto gerou ampla repercussão, investigações prisão e debates sobre os limites da exposição de crianças em conteúdos considerados impróprios.

Em Grajaú, internautas se dividiram quanto às responsabilidades pelo ocorrido. Parte dos comentários direciona críticas à organização do evento e à administração municipal. Outros defendem que a principal responsabilidade recai sobre os pais ou responsáveis, uma vez que, pela idade, as crianças estariam acompanhadas de familiares durante a festa realizada em praça pública.

Especialistas em direitos da criança e do adolescente costumam destacar que eventos públicos exigem atenção redobrada quanto à proteção de menores, principalmente quando há exposição em palco e ampla divulgação de imagens nas redes sociais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a proteção integral e a preservação da dignidade de crianças e adolescentes.

Diante disto, se tem culpados são os pais, pois a desenvoltura das crianças no palco mostra que as mesmas já dançam este tipo de músicas em casa e que não são retidas desta liberdade. No próprio palco se vê que sabem a coreografia sem ninguém ensinar e isto, prova que a família deixa a vontade para dançar essas músicas sem nada dizer para impedir.

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