JUSTIÇA MANTÉM LIMINAR EM DISPUTA DE TERRAS GRAJAÚ E ARAME

 


Em decisão proferida no dia 05/03/2026, o Tribunal de Justiça do Maranhão rejeitou o recurso (Embargos de Declaração) apresentado pela Prefeitura de Grajaú. Com isso, a Justiça mantém a liminar que suspende a lei estadual de 2011, determinando que uma área de aproximadamente 54 km² volte a pertencer, provisoriamente, ao município de Arame. 

Entenda os detalhes do caso:
•  O Motivo da Decisão: A Justiça invalidou a lei de 2011 por um erro formal do passado: a mudança nos limites territoriais foi feita sem a realização de um plebiscito. Ou seja, as populações envolvidas não foram consultadas para decidir a qual município queriam pertencer. 

• Áreas Afetadas: A mudança impacta diretamente a vida de moradores de povoados como Bela Estrela, Sambaíba, entre outros. 

• O cenário atual é de forte insegurança para os moradores. A Prefeitura de Grajaú argumenta que administra a região há mais de 14 anos e que a transferência repentina pode causar um colapso em serviços essenciais, como escolas e postos de saúde. Por outro lado, a Prefeitura de Arame alega que também atua na região e mantém assistência regular aos povoados. 

A causa está perdida para Grajaú?
NÃO. É fundamental esclarecer que a decisão atual do TJMA é provisória (liminar). O processo ainda não terminou.

Grajaú ainda deverá apresentar sua defesa final de mérito no TJMA, buscando proteger a segurança jurídica das famílias, e também poderá até mesmo apresentar um novo recurso para instâncias superiores.

A Assembleia Legislativa do Maranhão tem o poder de resolver o problema definitivamente. Como a lei foi considerada inconstitucional por falta de consulta popular, a ALEMA pode aprovar a realização de um Plebiscito. Assim, os próprios moradores votariam para escolher a qual cidade querem pertencer, e os deputados criariam uma nova lei baseada na vontade soberana do povo.

A indefinição cria aflição em famílias que construíram suas histórias na região.

Você mora ou conhece alguém que vive nesses povoados afetados? Acha que a realização de um plebiscito seria a solução mais justa para ouvir o povo? Deixe sua opinião nos comentários! 

Radio Cidade

 

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