EM GRAJAÚ AS FRASES CARVÃO, CARVOEIRA E CHOCOLATE QUEIMADO LEVA CONDENAÇÃO DE MULHER

 


A Justiça do Maranhão condenou uma mulher a dois anos de reclusão por injúria racial e racismo após ataques preconceituosos contra outra mulher em Grajaú, no interior do estado. As ofensas, motivadas por ciúmes, incluíam expressões como “projeto de carvão”, “carvoeira” e “chocolate queimado”.

Na decisão, o juiz Alexandre Nascimento de Andrade destacou que as frases ultrapassam o limite de simples insultos e configuram desumanização baseada na cor da pele da vítima. Segundo o magistrado, os ataques tiveram clara intenção de inferiorizar e estigmatizar a mulher negra.

Apesar da condenação, a pena em regime aberto foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário-mínimo a uma entidade social. A condenada também teve os direitos políticos suspensos enquanto durar a pena.

O caso reforça a aplicação da Lei nº 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo, endurecendo o combate a práticas discriminatórias no Brasil.




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