JUSTIÇA DE GRAJAÚ RECEBE DENÚNCIA DO MP CONTRA SERVIDORA PÚBLICA

 



Justiça de Grajaú aceita denúncia contra servidora por perseguição e ataques reiterados utilizando das redes sociais a pessoa da secretária de comunicação.

Decisão judicial impõe medidas cautelares rigorosas e proíbe investigada de integrar grupos de mensagens e de se aproximar da vítima.

A Justiça de Grajaú Maranhão recebeu formalmente a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a servidora pública Francione Amorim da Silva Santos. A decisão, baseada em inquérito policial, aponta indícios de crimes de perseguição qualificada, desacato, difamação e injúria majorada.





De acordo com os autos do processo, os crimes teriam ocorrido de forma reiterada entre os meses de janeiro e março de 2026. A acusada utilizava grupos de mensagens, com destaque para o “Grajaú em Ação”, para enviar áudios e textos de conteúdo ofensivo e intimidador.

O caso ganhou contornos de maior gravidade devido ao estado de saúde da vítima no momento das ofensas. Carla Franco atravessava uma gestação de alto risco, e a Justiça entendeu que as investidas da servidora representavam um risco real à integridade psicológica e à liberdade da secretária. A denúncia aponta que Francione teria agido com o intuito de atingir a honra da vítima em razão da função pública que exerce, configurando também o crime de desacato.

 





"O descumprimento de quaisquer das medidas ora impostas poderá ensejar a decretação de sua prisão preventiva", adverte o texto da decisão judicial.

A decisão marca um precedente importante no município sobre o limite da crítica política e o uso de redes sociais para a prática de crimes de perseguição (stalking) e ataques à honra de agentes públicos e mulheres em situação de vulnerabilidade.







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