A Justiça do Maranhão através da comarca de Arame condenou o
advogado Wender Lima de Lima a sete anos e quatro meses de reclusão em regime
inicial fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da
profissão. A sentença foi proferida no último dia 4 de junho pelo juiz Calleb
Mariano Ribeiro, da Comarca de Arame, em ação penal movida pelo Ministério
Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça do município.
Além da
condenação principal, o réu também recebeu pena de 11 meses de detenção pelos
crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada. A decisão
judicial ainda determinou o pagamento de R$ 207.866,50 a título de reparação
mínima pelos prejuízos causados às vítimas. A denúncia foi apresentada pelo
promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, responsável pela investigação do
caso.
Segundo o
Ministério Público, o advogado utilizou sua posição profissional para levantar
valores de 25 alvarás judiciais e acordos homologados pertencentes a clientes
em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo pessoas idosas, analfabetas e
indígenas da etnia Guajajara. As investigações apontaram que ele realizou
saques e transferências dos recursos para suas próprias contas bancárias,
apropriando-se integralmente dos valores que deveriam ser entregues aos
representados.
A apuração
também revelou que, ao tomar conhecimento das investigações, o advogado teria
tentado dificultar a ação da Justiça apresentando documentos falsos para
simular a quitação dos débitos com os clientes. Conforme a denúncia,
assinaturas foram colhidas em folhas em branco sob falsos pretextos e
posteriormente utilizadas para elaborar declarações fraudulentas. Para o
promotor Felipe Rotondo, a atuação do Ministério Público teve como prioridade
garantir a responsabilização do acusado e proteger vítimas que já se
encontravam em condição de severa vulnerabilidade social.
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