A morte do
motociclista e pedreiro Cleuson Andrade Viana, de 39 anos, ocorrida nesta
terça-feira (30), em Santana, gerou dor e revolta. A vítima trafegava pela
Avenida Santana, no bairro do Paraíso, quando foi atingida no pescoço por uma
linha de pipa com cerol por volta das 18h20. O trabalhador tentou estancar o
sangramento, mas faleceu cerca de meia hora depois.
A esposa da vítima, Lenice Moreira, lamentou a
perda e cobrou maior fiscalização das autoridades contra comércios que vendem
essas linhas. A mãe de Cleuson também pediu justiça e destacou o vazio deixado
pela morte do filho.
O caso reacende o debate sobre o uso de materiais cortantes, cuja incidência aumenta no período de férias. A Polícia Militar orientou que motociclistas utilizem antenas de proteção, capacete e roupas adequadas. A fabricação, a venda e o uso de cerol ou linha chilena configuram crime pelo Código Penal e infringem a legislação municipal.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) realiza campanhas de fiscalização, mas aponta que a ausência de uma Guarda Municipal dificulta a aplicação da lei, dependendo do apoio da PM. O 4º Batalhão iniciou uma campanha de segurança e a Polícia Civil investiga as circunstâncias para identificar os responsáveis.