GUERREIRA: Dona
Neusa, de 83 anos, é um exemplo vivo de força e dedicação ao trabalho no
Maranhão. Natural do Ceará, onde viveu até os 10 anos antes de se mudar para o
município maranhense de Borutga, ela começou a trabalhar na quebra de coco
babaçu ainda na infância, aos 12 anos. Ao longo de uma trajetória marcada pela
superação, criou seus sete filhos sozinha com o sustento obtido dessa atividade
e viu seus pais trabalharem incansavelmente na roça e na quebra de coco para
garantir o sustento da família.
Mesmo após enfrentar problemas de saúde, incluindo
um braço quebrado que até hoje exige esforço redobrado na hora de segurar o
coco e o cacetete, Dona Neusa não abandonou o ofício. Com uma rotina que
começava de madrugada — quando preparava o café para os filhos e saía para o
mato para buscar e quebrar os cocos —, ela continua quebrando cerca de um litro
por dia. Para ela, a lida diária representa muito mais do que uma fonte de
renda: é a preservação de uma história de vida construída com dignidade,
coragem e amor ao trabalho.
